Iconologia

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Etimologia

O termo iconologia vem do ícone ( que significa imagem ), e de logia ( que quer dizer ciência ou conhecimento).

Etimologicamente iconologia é a ciência da imagem.

Definição : iconologia é o estudo de ícones ou de simbolismo em representação visual (arte). Ou seja, interpreta um tema, através de um estudo abrangente do contexto histórico-cultural do objeto de estudo.

Autores que já fizeram uso da palavra iconologia

A iconologia é um método de interpretação na história da arte utilizada por Aby Warburg, Erwin Panofsky e seus seguidores que descobrem o contexto cultural, social e histórico de temas e assuntos  nas artes visuais.

Como descrito por Panofsky, é uma abordagem para estudar o conteúdo e o significado das obras de arte que concentra principalmente na classificação, estabelecimento de datas, proveniência e outros conhecimentos fundamentais necessários sobre o assunto de uma obra de arte que é necessário para uma maior interpretação.

De acordo com Roelof Van Straten, a iconologia ” pode explicar por que um artista ou patrano escolheu um assunto especifico em um local e harário específicos e representou de certo modo”.

Warburg usou o termo ”iconografia”bem suas pesquisas iniciais, substituindo-o em 1908 por ”iconologia” em seu método particular de interpretação; que se concentrou no rastreamento de motivos através de diferentes culturas e formas visuais.

De acordo com Ernest Gombrich, ” a disciplina emergente da iconologia […] deve finalmente fazer pela imagem o que a linguística tem feito pela palavra”.

Iconologia na arte contemporânea

A iconologia faz parte da historia da arte, e está relacionada com a estética, com a reflexão sobre a sensibilidade e a beleza dentro do mundo da criação. Ela surge para aprofundar os vários significados da imagem na arte.

O objetivo principal da iconologia é relacionar uma obra de arte e seus conteúdos a uma tradição artística. Neste sentido ela traz uma interpretação sobe determinadas obra. A ideia é revelar o significado oculto que há por traz de uma imagem e não simplesmente seu aspeto aparente.

Há um componente psicanalítico na iconologia, já que o objetivo é explicar o que no se apresenta a primeira vista e que faz parte do inconsciente individual e coletivo. Desta maneira a iconologia entra também como um método de pesquisa.

Este método de compreensão da arte parte da ideia de que uma imagem criada por um artista está relacionada a uma cultura e a um período especifico,assim, este vinculo pode ser consciente ou  inconsciente,mas de qualquer forma é evidente. A iconologia também explica o paralelismo entre os diversos símbolos ao loango da historia da arte. Ao mesmo tempo destaca certas formas, como as formas geométricas de arquitetura que tem um significado alem da imagem ou de determinada estrutura, que tem u significado da cosmologia religião e filosofia.

Está visão artística tenta estabelecer conexões simbólicas entre estilos e períodos muito diferentes, algo novo na historia da arte.

 

Bibliografia

. Roelof van Straten, An Introduction to Iconography: Symbols, Allusions and Meaning in the Visual Arts. Abingdon and New York 1994, p.12.

. Erwin Panofsky, Studies in Iconology: Humanistic Themes in the Art of the Renaissance. Oxford 1939

. E.H. Gombrich, Reflections on the History of Art: Views and Reviews, ed. Richard Woodfield. Oxford 1987, p.246.

. https:\\pt.wikipedia.org\wiki\iconologia.

. https:\\conceitos.com\iconologia\#

Instalação Sonora

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A Instalação Sonora é uma ocupação do espaço expositivo suscitada pela experiência do áudio.

ETIMOLOGIA

Trata-se de duas palavras:

  • 1- Instalação 
ins·ta·la·ção
substantivo feminino

1. .Ato ou efeito de instalar ou instalar-se.

2. Conjunto de coisas instaladas.

3. Obra artística que consiste em diferentes materiais ou .objetos expostos ou compostos num espaço.

(derivação fem. sing. de instalar)

Do Latim INSTALLARE, “colocar em seu cargo, em seu lugar”, em referência a um cargo eclesiástico, de IN-, “em”, mais STARE, “estar, ficar de pé”.

ins·ta·lar
(francês installer, do latim medieval installare)

verbo transitivo

1. Dispor para funcionar; colocar um aparelho em algum local para que esteja em condições de funcionar (ex.: instalou o forno por baixo do fogão).DESINSTALAR, TIRAR

2. [Informática]  Adicionar software ou hardware num computador.DESINSTALAR

verbo transitivo e pronominal

3. Dar ou tomar posse (de um cargo).DEMITIR, DESTITUIR, EXONERAR

4. Acomodar ou acomodar-se num local (ex.: instalaram as visitas no quarto de hóspedes).DESACOMODAR

5. Fixar residência ou local de trabalho em (ex.: a empresa instalou-se no Porto). = ESTABELECERDESINSTALAR

6. Fazer surgir ou surgir (ex.: os boatos instalaram a discórdia entre os colegas). = INSTAURAR, INTRODUZIRDISSIPAR, EXTINGUIR

  • 2- Sonora

so·no·ra
(feminino substantivado de sonoro)

so·no·ro |ó|
(latim sonorus, -a, -um)

adjetivo

1. Que produz ou é capaz de produzir sons.

2. Que tem som (ex.: cinema sonoro).MUDO

3. Relativo a som (ex.: efeito sonoro).

4. Que reforça o som (ex.: sala sonora).

5. Que é agradável ao ouvido. = CANORO, HARMONIOSO, SUAVE

6. Que tem som alto (ex.: gargalhada sonora). = FORTE

7. [Fonética]  Que é produzido com vibração das cordas vocais (ex.: as consoantes [b], [d], [g], [v], [z] são sonoras). = VOZEADOSURDO, NÃO-VOZEADO

NA ARTE CONTEMPORÂNEA

Uma instalação (krafts) é uma manifestação artística contemporânea composta por elementos organizados em um ambiente. Ela pode ter um caráter efêmero (só “existir” na hora da exposição) ou pode ser desmontada e recriada em outro local. Diferentemente do que ocorre tradicionalmente com as esculturas ou pinturas, a mão do artista não está presente na obra como um item notável.

Uma instalação pode ser multimídia e provocar sensações: táteis, térmicas, odoríficas, auditivas, visuais entre outras.

O termo instalação foi incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960. No início do século XXI a instalação mantém-se como um gênero importante e muito difundido. Em virtude da sua flexibilidade e variedade, a sua conceituação tornou-se mais geral do que específica. Desde a década 1980, a voga da instalação leva ao uso e abuso desse gênero de arte em todo o mundo, o que torna impossível cobrir a produção recente.

EXEMPLOS DE INSTALAÇÕES SONORAS

VÍDEOS

BIBLIOGRAFIA

  • BATTCOCK, Gregory (ed.). Minimal Art. A critical anthology. New York: E. P. Dutton, 1968.
  • KAPROW, Allan. Assemblage, environement & happenings. New York: Harry N. Abrams, Inc., Publishers, s.d., 341 p.
  • STOCKHOLDER, Jessica. Jessica Stockholder, instalações – 1983-1991. Rotterdam: Witte de With Center for Contemporary Art, Chicago: The Reinassance Society at the University of Chicago, 1991.

INTERMIDIÁTICO

Ilana Bessler

INTRODUÇÃO

Nossa proposta é apresentar definições e origens etimológicas da palavra “intermidiático”, bem como sua transposição para o campo da arte contemporânea.

Para a realização da pesquisa, decupamos a palavra “intermidiático” em “inter” e “midiático”, além de levar em consideração, para alcançarmos a abrangência relevante do termo, sua origem e sua aplicabilidade no contexto da história da arte, qualquer variação da palavra “intermídia”, seja ela intermidiático, intermidialidade; intermidiática.

Consideramos que o conceito de mídia está inserido no campo da comunicação e usamos como base seu percurso para entendermos a relação simbiótica que se estabelece entre arte e comunicação na era pós digital.

DEFINIÇÃO E ORIGEM ETIMOLÓGICA

Prefix Inter: elemento de formação de palavras que exprime a ideia de entre; entre uma coisa e outra; dentro de, no meio; expressa reciprocidade 1. dentro; entre. 2. Que une duas partes ou mais. 3. Que liga um ponto à outro.

Etimologia (origem da palavra inter): do latim inter ‘entre’. Inter é sinônimo de: entre.

Midiático Adjetivo: que diz respeito a mídia, que produz bom efeito nas mídias.

Etimologia (origem da palavra midiático): mídia + ático.

Mídia: plural da palavra latina mediumque significa meio, centro. Ele é derivado do adjetivo medius, que está no centro.

Dentro do campo da comunicação, elegemos o conceito de “mídia” de Lucia Santaella quando define que mídia é “todo meio de armazenar e difundir mensagens estabelecendo relação Emissor – Receptor em uma entrada e saída de informações.” As mídias veiculam informações sociais culturais do contexto histórico em que estão inseridas.

EMPREGO NO CONTEXTO DA ARTE CONTEMPORÂNEA

O termo intermídia apareceu em 1960 quando Dick Higgins, um dos fundadores do Grupo Fluxus, procurou caracterizar o que ele chamava de “obra intermídia”, ou seja, obras de arte que se construíam na interseção de dois ou mais meios. Meios que segundo Higgins, se fundem para criar um novo. Não se tratando da junção de dois ou mais meios, e sim da criação de um novo significado que acontece entre dois ou mais meios. Desta forma, se uma obra de arte intermidiática fosse decomposta em meios, perderia sua essência.

Importante ressaltar o contexto histórico do pós-guerra onde a crescente cultura do consumo refletiu diretamente nas artes, principalmente nos Estados Unidos. O boom da publicidade e da utilização dos meios de comunicação de massa marcaram a estética de movimentos como a Pop Art. O desenvolvimento das novas tecnologias e o avanço da globalização ressaltaram processos artísticos em detrimento dos objetos. Ampliando assim seu leque de formatos e suportes.

Se os artistas se utilizam do seu universo conhecido para desenvolver linguagens e obras, é natural que se aproprie das tecnologias disponíveis vinculadas ao seu contexto histórico. Lucia Santaella expõe em seu livro Porque as comunicações e as artes estão convergindo? Que a revolução tecnológica aproxima o artista dos meios de comunicação. Percebemos ideias semelhantes em textos de Arlindo Machado onde ele coloca que a contemporaneidade vive o pensamento da convergência ressaltando a hibridização no universo cultural de hoje.

Pode-se mesmo dizer que a artemídia representa hoje a metalinguagem da sociedade midiática, na medida em que possibilita praticar no interior da própria mídia e de seus derivados institucionais (portanto não mais nos guetos acadêmicos ou nos espaços tradicionais da arte), alternativas críticas aos modelos atuais de normatização e controle da sociedade (MACHADO, Arlindo, 2010, p.17, grifo do autor).

O termo aparece também na década de 80 quando o pesquisador Júlio Praza, problematiza a dicotomia do conceito “multimídia x intermídia”. Para Plaza, o que estava configurando-se como multimídia era composto por uma simples colagem de linguagens, já a intermídia é definida como síntese qualitativa da hibridação de meios.

Tanto multimídia como intermídia são categorias interdisciplinares que, como colagem ou síntese-qualitativa, colocam em questão as formas de produção-criação individual e sobretudo a noção de autor. (…) … os meios tecnológicos absorvem e incorporam os mais diferentes sistemas sígnicos, traduzindo as diferentes linguagens históricas para o novo suporte. Essas linguagens transcodificadas efetivam a colaboração entre os diversos sentidos, possibilitando o trânsito intersemiótico e criativo entre o visual, o verbal, o acústico e o tátil. (PLAZA, 2001: 66, apud LONGHI, 2010: 200).

Na contemporaneidade o termo é utilizado para designar a dinâmica de conexões entre ambientes midiáticos diversificados na Internet, constituindo espaços transmidiáticos dos quais emergem novos formatos de comunicação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Intermidiático é qualquer resultado, discurso, produto, obra desenvolvida na intermídia.

O conceito de intermidiático no contexto da arte contemporânea é o cruzamento de fronteiras entre mídias, gerando novos discursos expressivos a partir dessa conjunção. A fusão conceitual de meios distintos, pode ser vista como mais que uma mistura, e sim uma inter-relação entre diferentes formas artísticas, ou midiáticas, reunindo significados estéticos em um mesmo projeto.

 

REFERÊNCIAS

MACHADO, Arlindo, Arte e Mídia, Editora Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 2007
PLAZA, Julio, Arte e Interatividade: Auto – Obra – Recepção. Unicamp, Campinas, 2000.
SANTAELLA, Lucia. Porque as comunicações e as artes estão convergindo? Editora Paulus  São Paulo – SP 2005
http://www.cencib.org/simposioabciber/PDFs/CAD/Luciana%20Bosco%20e%20Silva.pdf 
http://nuccon.fafich.ufmg.br/publicacoes/artigosselecionados/
http://www.ch.ufcg.edu.br/arius/01_revistas/v20n2/10_arius_v20_n2_2014_o_que_exatamente_torna_os_lares_de_hoje_tao_diferentes.pdf

http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/janine/materiais/Apostila_Willrich_Sistemas_Multimidia.pdfhttp://www.ufjf.br/facom/files/2014/03/Monografia-Karina_vs-16.07-altera%C3%A7%C3%B5es-banca-FINAL-2.pdfhttp://dicionarioportugues.org/pt/midiaticohttps://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/inter-
https://www.significados.com.br/midia/
http://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/view/25188
https://tecnologiasmidiaticas.wordpress.com/2011/04/19/conceitos-de-multimidiacrossmidiatransmidia/
https://digartdigmedia.wordpress.com/2015/04/06/dick-higgins-e-intermedia/
http://midiaonline.sites.ufsc.br/wp-content/uploads/2017/03/4676-10756-1-PB.pdf
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Interm%C3%ADdia)